18/01/08
15/01/08
12/01/08
Alfaias agrícolas
Aos poucos a vegetação seca e castanha que marcava os campos da charneca gloriana dando-lhe um aspecto triste e desolado, começa a dar lugar a um verde típico desta altura do ano.
Um novo ciclo agrícola está a começar!
Deixo-vos aqui algumas alfaias agrícolas que certamente serão usadas para esventrar a terra.
11/01/08
Vendedores ambulantes

venda de panos e retalhos

oculista (reparem no ar de satisfação da mulher com óculos - vê melhor!!)

Venda de panos
Além das lojas locais onde se encontram à venda todos os géneros e artigos de primeira necessidade, no passado o comércio era feito por vendedores ambulantes que percorriam as ruas e caminhos da aldeia.
Deixamos aqui algumas imagens destes vendedores: paneiros e oculista
04/01/08
Métodos de construção - A Taipa

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A habitação gloriana era baixa, inteiramente caiada de branco, com a chaminé sobre a parede dianteira, geralmente com uma porta provida de postigo, tendo, junto da parede, uma camada de cascalho cuja função consiste em impedir que as goteiras a salpiquem de lama, quando chove.
Havia 2 métodos de construção destas habitações:
Havia 2 métodos de construção destas habitações:
- o adobe que consistia na técnica de colocar “terra de salão” dentro da adobeira que é uma peça de madeira com a forma de um tijolo que depois era desenformado e colocado ao sol para secar. Obtendo-se desta forma os “tijolos” de adobe
- a taipa que consiste na colocação de terra, cascalho fino e cal dentro da taipeira, que era um objecto em madeira (como mostram as fotografias em anexo), que depois era amassado fazendo-se desta forma as paredes da casa, o método era repetido até a habitação ter a altura desejada
25/12/07
13/12/07
Amêndoas


A apanha das amêndoas nos casamentos lançadas pelos padrinhos dos noivos, provocava uma enorme agitação entre as crianças glorianas.
Todos “lutavam” para apanhar o maior número possível de amêndoas.
Actualmente não existe este frenesim por causa destes doces, as amêndoas ainda são oferecidas nos casamentos pelos padrinhos, mas agora em pequenos sacos de plásticos, é um hábito mas higiénico.
Aqui ficam alguns registos fotográficos desses tempos.
Todos “lutavam” para apanhar o maior número possível de amêndoas.
Actualmente não existe este frenesim por causa destes doces, as amêndoas ainda são oferecidas nos casamentos pelos padrinhos, mas agora em pequenos sacos de plásticos, é um hábito mas higiénico.
Aqui ficam alguns registos fotográficos desses tempos.
08/12/07
Lenha
06/12/07
04/12/07
Poço da Roda


O poço da roda, possui este nome devido a uma roda que existia neste local que funcionava como uma bomba para puxar a água. Desaparecida esta roda, não se sabe muito bem como e quando, para se tirar a água do poço era agora necessário usar a força de braços.
Actualmente já não se tira água deste poço e é um local de sociabilidade onde as pessoas mais idosas passam o seu tempo.
Para perceber mais sobre este local aqui fica uma sugestão.
Actualmente já não se tira água deste poço e é um local de sociabilidade onde as pessoas mais idosas passam o seu tempo.
Para perceber mais sobre este local aqui fica uma sugestão.
17/11/07
Febre Amarela
16/11/07
Recortes de jornais
06/11/07
Lavrar a terra



Depois dos meses de colheitas e culturas, a Terra entra agora num periodo de pousio.
As noites de geada e as chuvas impedem que qualquer semente seja deitada à terra pois ela jamais iria nascer devido ao rigor do inverno.
Lá para meados de Janeiro/Fevereiro, volta novamente o ciclo de cultivar a terra e de novos os campos preparam-se para receber as sementes.
31/10/07
Os futuros "craques" da Glória do Ribatejo
Recebemos na nossa caixa de correio um mail de Mário P.C. (Pereira Caneira) com fotografias sobre a escola de futebol da Glória do Ribatejo e o seguinte comentário:
"Fácil é de ver que a Glória do Ribatejo, vai continuar a ter tradição no futebol, e estes jovens agora dos 7 aos 10 anos, cerca de 22, serão a garantia que o nosso futebol possui pernas para andar...
Mas também é certo que não basta ter jogadores, é preciso ter uma direcção que trabalhe com gosto e dedicação, e que seja apoiada pelas forças vivas do Concelho, isto é: Câmara Municipal, Junta de Freguesia e o Comércio em geral...
Não podia deixar de aproveitar a ocasião, para aqui enaltecer o trabalho desta direcção, e em particular do seu eterno presidente João Oliveira, de uma dedicação extrema ao Clube...
Mário P.C. (Pereira Caneira)"
27/10/07
26/10/07
Construção do Centro de Dia
19/10/07
Museu do neo-realismo
Abre este sábado o museu do neo-realismo, em Vila Franca de Xira.
A Glória do Ribatejo, já perpetuou a memória deste grande escritor que na minha modesta opinião foi o expoente máximo do neo-realismo.
Aqui ficam algumas fotos do monumento a Alves Redol
Roberto Caneira
17/10/07
A meninice e a figura da Ti Joaquina "Cuca"



A propósito da infância e recorrendo aos textos da exposição “A meninice – História de infância na Glória do Ribatejo”, que esteve patente ao público no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo de Agosto 2006 a Junho 2007, deixo aqui breves textos de Margarida Ribeiro dedicado à figura da parteira Ti Joaquina “Cuca” e à sua sapiência para tratar os umbigos dos recém nascidos.
Ti Joaquina “Cuca”
“Casou aos 20 anos e depois de ter o segundo filho, foi acudir a uma vizinha e o parto correu bem logo se espalhou a novidade e então, a partir daí, começou a ser chamada e, com tanta sorte e dom com que nasceu, nunca mais deixou de acudir a quem precisava, tanto de dia como de noite, chegando a ficar em casa das mulheres, quando os partos eram demorados”
Tratar do Umbigo
“Ela então punha [no umbigo] um paninho molhado em água fervida e quente, tirava, punha outro e ligava a criança. Quando estava mole, untava com azeite “virge” (=puro), colocava um farrapinho limpo e ligava bem o menino. Ao cabo de três dias, o “bigo” (= umbigo) caía. Então lavava um farrapinho e deitava água fervida com três gotas de álcool, ligava bem a criatura e dizia à mãe e a quem estava: - Aqui nã mexe. Só eu! E sarava e o médico dizia que estava bem. Nas crianças a quem ela assistia, o umbigo era atado “à mão travessa” (= quatro dedos acima da barriga). Cortava e virava a vide (= cordão umbilical) para cima, carregava devagarinho com o dedo, até sair dali o sangue. Depois enrolava-o num trapinho muito limpo, molhado em água de malvas e azeite e ligava bem. Nunca fez esbandalhos (= abortos), mas acudiu a algumas da Glória que pariam antes de meio tempo. É muito mau por causa dos perigos (=hemorragias). Trabalhou mais de cinquenta anos a fito (= a fio) e foi indo até deixar.
“Casou aos 20 anos e depois de ter o segundo filho, foi acudir a uma vizinha e o parto correu bem logo se espalhou a novidade e então, a partir daí, começou a ser chamada e, com tanta sorte e dom com que nasceu, nunca mais deixou de acudir a quem precisava, tanto de dia como de noite, chegando a ficar em casa das mulheres, quando os partos eram demorados”
Tratar do Umbigo
“Ela então punha [no umbigo] um paninho molhado em água fervida e quente, tirava, punha outro e ligava a criança. Quando estava mole, untava com azeite “virge” (=puro), colocava um farrapinho limpo e ligava bem o menino. Ao cabo de três dias, o “bigo” (= umbigo) caía. Então lavava um farrapinho e deitava água fervida com três gotas de álcool, ligava bem a criatura e dizia à mãe e a quem estava: - Aqui nã mexe. Só eu! E sarava e o médico dizia que estava bem. Nas crianças a quem ela assistia, o umbigo era atado “à mão travessa” (= quatro dedos acima da barriga). Cortava e virava a vide (= cordão umbilical) para cima, carregava devagarinho com o dedo, até sair dali o sangue. Depois enrolava-o num trapinho muito limpo, molhado em água de malvas e azeite e ligava bem. Nunca fez esbandalhos (= abortos), mas acudiu a algumas da Glória que pariam antes de meio tempo. É muito mau por causa dos perigos (=hemorragias). Trabalhou mais de cinquenta anos a fito (= a fio) e foi indo até deixar.
In Margarida Ribeiro, “Temas de Etnologia – Maternidade”, Lisboa, Livros Horizonte, 1990, p 131
11/10/07
O último taberneiro
09/10/07
Futebol na Glória do Ribatejo
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