30/01/08

RARET




















óh Glória, óh Glória há tantos anos


Agora vais ser iluminada


pelos senhores americanos


(frase usada pelos glorianos quando a luz chegou à Glória do Ribatejo, graças à acção da RARET)

25/01/08

Exposição "O vinho - da cepa ao copo"








A exposição "O Vinho da cepa ao copo", esteve patente ao público em 2005 no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo.

Esta exposição reconstruiu o percurso que acompanha as diferentes fases do ciclo do vinho, exibindo e evidenciando a importância que este produto teve e continua a ter no quotidiano da Glória do Ribatejo.
O ciclo do vinho rege-se por um conjunto de funções, trabalhos e saberes dispersos ao longo do ano agrícola: desde a preparação da terra, passando pela a poda, a apanha de vides, a enxertia, a cura, a vindima, a pisa das uvas, a fermentação, a prova do vinho, as tabernas e a importância do vinho como elemento de sociabilidade, todas estas fases estão representadas nesta exposição.


12/01/08

Alfaias agrícolas


Aos poucos a vegetação seca e castanha que marcava os campos da charneca gloriana dando-lhe um aspecto triste e desolado, começa a dar lugar a um verde típico desta altura do ano.

Um novo ciclo agrícola está a começar!

Deixo-vos aqui algumas alfaias agrícolas que certamente serão usadas para esventrar a terra.

11/01/08

Vendedores ambulantes


venda de panos e retalhos

oculista (reparem no ar de satisfação da mulher com óculos - vê melhor!!)


Venda de panos


Além das lojas locais onde se encontram à venda todos os géneros e artigos de primeira necessidade, no passado o comércio era feito por vendedores ambulantes que percorriam as ruas e caminhos da aldeia.
Deixamos aqui algumas imagens destes vendedores: paneiros e oculista



04/01/08

Métodos de construção - A Taipa



A habitação gloriana era baixa, inteiramente caiada de branco, com a chaminé sobre a parede dianteira, geralmente com uma porta provida de postigo, tendo, junto da parede, uma camada de cascalho cuja função consiste em impedir que as goteiras a salpiquem de lama, quando chove.
Havia 2 métodos de construção destas habitações:


- o adobe que consistia na técnica de colocar “terra de salão” dentro da adobeira que é uma peça de madeira com a forma de um tijolo que depois era desenformado e colocado ao sol para secar. Obtendo-se desta forma os “tijolos” de adobe


- a taipa que consiste na colocação de terra, cascalho fino e cal dentro da taipeira, que era um objecto em madeira (como mostram as fotografias em anexo), que depois era amassado fazendo-se desta forma as paredes da casa, o método era repetido até a habitação ter a altura desejada

13/12/07

Amêndoas



A apanha das amêndoas nos casamentos lançadas pelos padrinhos dos noivos, provocava uma enorme agitação entre as crianças glorianas.
Todos “lutavam” para apanhar o maior número possível de amêndoas.
Actualmente não existe este frenesim por causa destes doces, as amêndoas ainda são oferecidas nos casamentos pelos padrinhos, mas agora em pequenos sacos de plásticos, é um hábito mas higiénico.
Aqui ficam alguns registos fotográficos desses tempos.

08/12/07

Lenha


Com o inverno à porta é necessário lenha para a lareira (leia-se "canto").
Os dias continuam frios e as manhãs de geada.
No passado uma das tarefas da mulher era ir ao mato encontrar a lenha necessário para colocar na lareira de forma a aquecer a casa.

06/12/07

Largo D. Pedro I



Hoje por volta das 19h

Tarde/noite de nevoeiro

04/12/07

Poço da Roda



O poço da roda, possui este nome devido a uma roda que existia neste local que funcionava como uma bomba para puxar a água. Desaparecida esta roda, não se sabe muito bem como e quando, para se tirar a água do poço era agora necessário usar a força de braços.
Actualmente já não se tira água deste poço e é um local de sociabilidade onde as pessoas mais idosas passam o seu tempo.
Para perceber mais sobre este local aqui fica uma sugestão.

17/11/07

Febre Amarela



Por sugestão do Filipe Ribeiro (pinta para os amigos), enviou me os seguintes eventos que a FEBRE AMARELA vai organizar.

Obrigado Pinta.

16/11/07

Recortes de jornais



Recortes de Jornais datados de 1966, referentes à tese de licenciatura "O Falar da Glória do Ribatejo" autoria de Idalina Serrão Garcia.

06/11/07

Lavrar a terra




Depois dos meses de colheitas e culturas, a Terra entra agora num periodo de pousio.

As noites de geada e as chuvas impedem que qualquer semente seja deitada à terra pois ela jamais iria nascer devido ao rigor do inverno.

Lá para meados de Janeiro/Fevereiro, volta novamente o ciclo de cultivar a terra e de novos os campos preparam-se para receber as sementes.

31/10/07

Os futuros "craques" da Glória do Ribatejo




Recebemos na nossa caixa de correio um mail de Mário P.C. (Pereira Caneira) com fotografias sobre a escola de futebol da Glória do Ribatejo e o seguinte comentário:


"Fácil é de ver que a Glória do Ribatejo, vai continuar a ter tradição no futebol, e estes jovens agora dos 7 aos 10 anos, cerca de 22, serão a garantia que o nosso futebol possui pernas para andar...

Mas também é certo que não basta ter jogadores, é preciso ter uma direcção que trabalhe com gosto e dedicação, e que seja apoiada pelas forças vivas do Concelho, isto é: Câmara Municipal, Junta de Freguesia e o Comércio em geral...

Não podia deixar de aproveitar a ocasião, para aqui enaltecer o trabalho desta direcção, e em particular do seu eterno presidente João Oliveira, de uma dedicação extrema ao Clube...

Mário P.C. (Pereira Caneira)"

26/10/07

Construção do Centro de Dia





Algures na década de 80, em terrenos cedidos pela RARET, iniciou-se a construção do Centro de Dia da Glória do Ribatejo.

Deixámos aqui alguns registos fotográficos desta Instituição de Solidariedade Social.

19/10/07

Museu do neo-realismo



Abre este sábado o museu do neo-realismo, em Vila Franca de Xira.
A Glória do Ribatejo, já perpetuou a memória deste grande escritor que na minha modesta opinião foi o expoente máximo do neo-realismo.
Aqui ficam algumas fotos do monumento a Alves Redol
Roberto Caneira

17/10/07

A meninice e a figura da Ti Joaquina "Cuca"









A propósito da infância e recorrendo aos textos da exposição “A meninice – História de infância na Glória do Ribatejo”, que esteve patente ao público no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo de Agosto 2006 a Junho 2007, deixo aqui breves textos de Margarida Ribeiro dedicado à figura da parteira Ti Joaquina “Cuca” e à sua sapiência para tratar os umbigos dos recém nascidos.

Ti Joaquina “Cuca”
“Casou aos 20 anos e depois de ter o segundo filho, foi acudir a uma vizinha e o parto correu bem logo se espalhou a novidade e então, a partir daí, começou a ser chamada e, com tanta sorte e dom com que nasceu, nunca mais deixou de acudir a quem precisava, tanto de dia como de noite, chegando a ficar em casa das mulheres, quando os partos eram demorados”

Tratar do Umbigo
“Ela então punha [no umbigo] um paninho molhado em água fervida e quente, tirava, punha outro e ligava a criança. Quando estava mole, untava com azeite “virge” (=puro), colocava um farrapinho limpo e ligava bem o menino. Ao cabo de três dias, o “bigo” (= umbigo) caía. Então lavava um farrapinho e deitava água fervida com três gotas de álcool, ligava bem a criatura e dizia à mãe e a quem estava: - Aqui nã mexe. Só eu! E sarava e o médico dizia que estava bem. Nas crianças a quem ela assistia, o umbigo era atado “à mão travessa” (= quatro dedos acima da barriga). Cortava e virava a vide (= cordão umbilical) para cima, carregava devagarinho com o dedo, até sair dali o sangue. Depois enrolava-o num trapinho muito limpo, molhado em água de malvas e azeite e ligava bem. Nunca fez esbandalhos (= abortos), mas acudiu a algumas da Glória que pariam antes de meio tempo. É muito mau por causa dos perigos (=hemorragias). Trabalhou mais de cinquenta anos a fito (= a fio) e foi indo até deixar.






In Margarida Ribeiro, “Temas de Etnologia – Maternidade”, Lisboa, Livros Horizonte, 1990, p 131