16/05/08

01/05/08

Vinhas

As vinhas começam a destacar-se na charneca gloriana.
Começa também um novo ciclo: podar, curar, "descaldeirar", "desparrar", "desladroar", entre outros trabalhos que estão inerentes ao ciclo do vinho.

19/04/08

Museu Casa Tradicional da Glória do Ribatejo




A Casa Tradicional de Glória do Ribatejo, foi criada em 1988, pela Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural de Glória do Ribatejo (ADPEC), todo espólio que completa este espaço museológico, é fruto das recolhas efectuadas pela ADPEC, junto da população gloriana
Ao transpormos a porta de entrada, deparamos com duas divisões: a divisão mais espaçosa é constituída pela cozinha e a “sala de fora”, a outra divisão é o quarto, sendo a sua privacidade defendida apenas por uma cortina, nas traseiras da casa encontra-se um outro anexo, o quintal onde se destaca o forno de cozer o pão.
Em ambas as divisões o chão é de terra batida, também designado de “salão”, a cozinha funciona como o centro do pequeno mundo familiar, pois era ao “canto” (lareira), que cozinhavam, comiam e se reuniam, um objecto de decoração no “canto” é a “boneca”, que se encontra na lareira.
A “casa de fora”, é considerada o cartão de visita da casa, aqui o olhar prende-se logo com a cantareira, que é uma estrutura em argamassa, onde se guardavam loiças, que raramente são usadas, pois as peças aqui presentes são herdadas dos seus antepassados, por isso constituem uma ligação afectiva que não se deve quebrar, neste mesmo espaço está o “pial”, onde se guardavam os cântaros e as quartas para a água, que a mulher logo de manhã ia buscar à fonte.
Na “sala de fora”, encontramos a “mesa do espelho”, onde são colocados vários objectos decorativos: garrafas, loiças, fotografias entre outros. Junto às paredes destacam-se os baús e arcas para guardarem as roupas e a salgadeira para a carne, nas paredes destacam-se as prateleiras e estanheiras, habitualmente pintadas de cores garridas.
Para entrar no quarto, há que desviar uma cortina, nesta divisão destaca-se a cama de ferro, cujo colchão é cheio com palha de arroz, sendo os lençóis devidamente ornamentados com bordados a ponto de cruz.
Finalmente nesta divisão é visível o pequeno berço, se porventura o casal tivesse mais que um filho, o que era muito usual, estes tinham que dormir numa esteira que era estendida junto ao canto.
O último anexo, que constitui este núcleo museológico é o quintal onde uma parreira preguiçosa cresce, e onde se encontra o forno de cozer o pão, com todos os seus utensílios.

27/03/08

Cenas de um passado distante


Actual Rua Alves Redol

Ao fundo é visivel a moagem "dos lamas".

Década de 50

28/02/08

Um baile à "moda antiga"


Baile na Casa Cadaval, década de 60.

"Rancho" do Ti Alexandre "Torta" (meu saudoso avô), que durante anos foi capataz de vários "ranchos" da Glória que iam trabalhar para a Casa Cadaval.

09/02/08

O "Pinto"




O "pinto" é um motivo bordado a ponto de cruz.

Representa a cruz de cristo, e segundo a tradição foi retirado de uma moeda, a quem os "antigos" denominavam de "pinto".

Aqui ficam alguns exemplos de "pintos".

02/02/08

Ti “Quarta-Feira” e o Carnaval




Agora que se aproxima o Carnaval, deixo-vos aqui a figura do Ti “Quarta-Feira” e do seu burro que tantos Carnavais animou na Glória do Ribatejo.
Seja nos desfiles da escola primária, seja em algum cortejo carnavalesco lá estava o Ti “Quarta-Feira” sempre na companhia do seu burro.

30/01/08

RARET




















óh Glória, óh Glória há tantos anos


Agora vais ser iluminada


pelos senhores americanos


(frase usada pelos glorianos quando a luz chegou à Glória do Ribatejo, graças à acção da RARET)

25/01/08

Exposição "O vinho - da cepa ao copo"








A exposição "O Vinho da cepa ao copo", esteve patente ao público em 2005 no Museu Etnográfico da Glória do Ribatejo.

Esta exposição reconstruiu o percurso que acompanha as diferentes fases do ciclo do vinho, exibindo e evidenciando a importância que este produto teve e continua a ter no quotidiano da Glória do Ribatejo.
O ciclo do vinho rege-se por um conjunto de funções, trabalhos e saberes dispersos ao longo do ano agrícola: desde a preparação da terra, passando pela a poda, a apanha de vides, a enxertia, a cura, a vindima, a pisa das uvas, a fermentação, a prova do vinho, as tabernas e a importância do vinho como elemento de sociabilidade, todas estas fases estão representadas nesta exposição.


12/01/08

Alfaias agrícolas


Aos poucos a vegetação seca e castanha que marcava os campos da charneca gloriana dando-lhe um aspecto triste e desolado, começa a dar lugar a um verde típico desta altura do ano.

Um novo ciclo agrícola está a começar!

Deixo-vos aqui algumas alfaias agrícolas que certamente serão usadas para esventrar a terra.

11/01/08

Vendedores ambulantes


venda de panos e retalhos

oculista (reparem no ar de satisfação da mulher com óculos - vê melhor!!)


Venda de panos


Além das lojas locais onde se encontram à venda todos os géneros e artigos de primeira necessidade, no passado o comércio era feito por vendedores ambulantes que percorriam as ruas e caminhos da aldeia.
Deixamos aqui algumas imagens destes vendedores: paneiros e oculista



04/01/08

Métodos de construção - A Taipa



A habitação gloriana era baixa, inteiramente caiada de branco, com a chaminé sobre a parede dianteira, geralmente com uma porta provida de postigo, tendo, junto da parede, uma camada de cascalho cuja função consiste em impedir que as goteiras a salpiquem de lama, quando chove.
Havia 2 métodos de construção destas habitações:


- o adobe que consistia na técnica de colocar “terra de salão” dentro da adobeira que é uma peça de madeira com a forma de um tijolo que depois era desenformado e colocado ao sol para secar. Obtendo-se desta forma os “tijolos” de adobe


- a taipa que consiste na colocação de terra, cascalho fino e cal dentro da taipeira, que era um objecto em madeira (como mostram as fotografias em anexo), que depois era amassado fazendo-se desta forma as paredes da casa, o método era repetido até a habitação ter a altura desejada