13/07/08
Exposição “Quando “eles estavam lá fora” – Memórias da Guerra da Ultramar na Glória do Ribatejo.
03/07/08
03/06/08
AVENIDA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
Acta n. 18 – 13 de Setembro de 1967
27/05/08
Edifício da Junta de Freguesia da Glória do Ribatejo
Acta n. 30 – 13 de Março de 1968
A Junta deliberou mandar elaborar um projecto do edifício para a sua sede no terreno cedido pela Raret para esse efeito. Será uma casa modesta, com as comodidades julgadas indispensáveis. [Fl. 45v]
Acta n. 32 – 8 de Maio de 1968
Edifício destinado á sede da Junta
A Junta tomando conhecimento do que o projecto de edifício para sua sede mereceu a aprovação da Câmara Municipal deliberou confirmar a construção do mesmo a processar-se por fases, e verificando-se que no caso se apresentam as condições expressas nos números terceiro e quinto do artigo n. 360.º do Código Administrativo, deliberou que essa construção se faça por administração directa aproveitando materiais seus ou oferecidos e utilizando mão-de-obra da Junta e dos particulares.
Começar-se-á pelas dependências destinada a arrecadação de materiais orçada em oito mil escudos seguindo-se a primeira fase do edifício da sede até à quantia de dez mil escudos orçada para o corrente ano. [Fl. 53]
Acta n. 4 / 69 – 16 de Abril de 1969
Novo Edifício – Aberta a sessão, a primeira deliberação da Junta foi mandar registar na acta o seu grande regozijo por ser possível utilizar o edifício da sua sede que vem sendo construído, com os recursos próprios, há cerca de uma ano, para nele funcionarem os serviços da Junta, embora não se possa considerar concluindo visto decorrerem ainda as obras de acabamento. A sede da Junta foi construída sem qualquer auxílio oficial. O terreno faz parte da importante parcela generosamente doada à Junta pela firma Raret com destino às instalações dela própria e da Casa do Povo: e foi graças a esta doação que a sede da Junta é já um facto e que a edificação da Casa do Povo se processa a ritmo acelerado sob a direcção das entidades responsáveis.
As obras da Junta foram custeadas pelas suas receitas, quase todas extraordinárias, e pelo auxílio pessoal particular, nomeadamente madeiras, portas, portões e outras utilidades cedidas pela Raret. Registe-se também a boa vontade dos operários sem esquecer o cantoneiro zelador senhor Manuel António que foi seu executor e fiscal. Quanto aos membros da Junta seria imodéstia exagerada não fazer aqui referência especial ao interesse que puseram na construção, ao sacrifício de muito tempo roubado às suas ocupações e interesses particulares e até á sua contribuição em transporte pessoal e outros benefícios. [Fl. 70 – 70v]
(imagem retirada daqui)
Inauguração da Junta de Freguesia
Acta n.º 5/69 – 11 de Maio de 1969
Aos onze dias do mês de Maio de mil novecentos e sessenta e nove pelas quinze horas, no salão de reuniões do edifício sede da Junta de Freguesia de Glória do Ribatejo, que acabava de ser inaugurada pelo Excelentíssimo Senhor Governador Civil do Distrito de Santarém doutor Dom Bernardo António da Costa de Sousa de Macedo e sob a presidência do mesmo Excelentíssimo Senhor, teve lugar uma sessão solene para comemorar o acontecimento e agradecer a segunda visita oficial daquele ilustre representante do Governo da Nação a esta freguesia. Achavam-se presentes inúmeras individualidades entre elas o senhor José Matias Pinto de Figueiredo, Presidente da Câmara Municipal do Concelho (Salvaterra de Magos), o senhor Tomás Pinto Basto, Administrador da Raret, que representava o respectivo Conselho de Administração, e o Presidente e vogais da Junta de Freguesia.
Antes, e após o corte da fita simbólica de abertura do novo edifício, o Reverendo Pároco Senhor Padre Daniel Coelho Henriques Lopes lançou-lhe a bênção do ritual, acto a que se seguiu o descerramento de duas lápides, uma comemorativa da inauguração e da presença do Senhor Governador Civil, outra testemunhando o reconhecimento do povo da freguesia pelos benefícios que a Raret lhe tem concedido. [Fl. 72]
24/05/08
Construção do Salão Paroquial no Largo do "Paito"
O primeiro post é dedicado à alienação de um terreno no Largo do “Paito” para a construção do “Salão” Paroquial.
Os livros citados são as Actas de Junta de Freguesia de 1966 a 1969:
Acta n.º 30 – 13 de Março 1968
Dispensa do logradouro comum dum pequeno lote do logradouro do Arraial:
Foi discutida a exposição verbal feita pelo pároco desta freguesia aos membros da Junta sobre a possibilidade de lhe ser dispensado para construção paroquial um pequeno lote do logradouro em epígrafe onde a Junta onde a Junta contribui com qualquer donativo para aquele fim. A Junta não deixando de ter em atenção a grande necessidade que representa para a vida espiritual da Freguesia a construção dum salão paroquial, verifica no entanto serem muito morosas as formalidades a cumprir no sentido de doar à Paróquia religiosa o lote solicitado, cuja cedência aliás, nada prejudica nem a comodidade dos paroquianos nem a estética do local. A melhor solução seria classificar o referido lote de dispensável do logradouro comum e depois de tal formalidade cumprida, aliená-lo em hasta pública nos termos da lei. A importância que o mesmo rendesse seria então oferecida ao legítimo representantes da paróquia religiosa, desta freguesia para auxílio da construção do salão paroquial quer ele se efective ou não naquele local. [Fl. 47v]

Acta n. 34 – 10 de Julho de 1968
Alienação dum pequeno lote dispensado de logradouro comum do logradouro do Arraial.
Cumpridas as devidas formalidades procedeu-se, conforme deliberado na sessão anterior a arrematação e hasta pública dum pequeno lote de logradouro do Arraial, com a área aproximadamente de setenta metros quadrados, cuja alienação visa a dar ao local uma configuração mais estética. Conforme anteriormente deliberado a base foi de mil escudos, sendo pregoeiro o próprio escrivão da Junta. Posto em praça, verificou-se que o maior lanço de mil e cinquenta escudos, foi do Senhor Joaquim António da Fonseca ao qual foi, portanto adjudicado. Este senhor declarou a seguir que fazia a arrematação em nome do Senhor Padre Daniel Lopes, sacerdote responsável pela vida espiritual desta freguesia, e que o mesmo lote se destinava a construir nele um pequeno edifício para salão paroquial e recreio da juventude local, tudo a ser integrado na futura paróquia religiosa da Glória do Ribatejo que o senhor Cardeal-Patriarca já prometeu criar. Discutido o assunto e ponderadas as consequências, a Junta verificou estar na presença dum caso especial digno de maior carinho de todos os paroquianos, que aliás já tinha sido ventilado em sessões anteriores, e deliberou por unanimidade o seguinte:
1.º - A Junta prescinde de receber os mil e cinquenta escudos da arrematação, que revertem a favor do edifício a construir; desde que ele se destine efectivamente ao fim indicado pelo arrematante e fique subordinado ao representante legítimo do Senhor Cardeal Patriarca nesta Freguesia; 2.º - O terreno considera-se propriedade da Freguesia adstrito à comissão promotora da criação da futura paróquia religiosa, não podendo ser alienado a qualquer pessoa individual ou colectiva; 3.º - O edifício a construir não poderá também ser alienado ou vendido e transitará automaticamente para a paróquia religiosa da Glória do Ribatejo logo que esta seja criada que também o não poderá alienar ou destinar a outro fim; 4.º -A entidade beneficiária obriga-se a aproveitar o terreno ou vedá-lo com muro até 31 de Agosto do ano em curso. Tendo o senhor Joaquim António da Fonseca concordado em nome do representante legítimo do Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, com estas condições, foi o mesmo lote posto à disposição deste sem mais encargos ou formalidades, podendo o senhor Presidente passar documento adequado, conforme a Junta deliberou por unanimidade. Esta acta será assinada pelo senhor Joaquim António da Fonseca como mandatário do representante eclesiástico na área desta freguesia a fim de se comprovar ficar aquela entidade no conhecimento das condições em que a Junta faz a cedência do lote em causa. [Fl.59v – 61v]
16/05/08
01/05/08
Vinhas
24/04/08
19/04/08
Museu Casa Tradicional da Glória do Ribatejo

Ao transpormos a porta de entrada, deparamos com duas divisões: a divisão mais espaçosa é constituída pela cozinha e a “sala de fora”, a outra divisão é o quarto, sendo a sua privacidade defendida apenas por uma cortina, nas traseiras da casa encontra-se um outro anexo, o quintal onde se destaca o forno de cozer o pão.
Em ambas as divisões o chão é de terra batida, também designado de “salão”, a cozinha funciona como o centro do pequeno mundo familiar, pois era ao “canto” (lareira), que cozinhavam, comiam e se reuniam, um objecto de decoração no “canto” é a “boneca”, que se encontra na lareira.
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A “casa de fora”, é considerada o cartão de visita da casa, aqui o olhar prende-se logo com a cantareira, que é uma estrutura em argamassa, onde se guardavam loiças, que raramente são usadas, pois as peças aqui presentes são herdadas dos seus antepassados, por i
sso constituem uma ligação afectiva que não se deve quebrar, neste mesmo espaço está o “pial”, onde se guardavam os cântaros e as quartas para a água, que a mulher logo de manhã ia buscar à fonte.Na “sala de fora”, encontramos a “mesa do espelho”, onde são colocados vários objectos decorativos: garrafas, loiças, fotografias entre outros. Junto às paredes destacam-se os baús e arcas para guardarem as roupas e a salgadeira para a carne, nas paredes destac
am-se as prateleiras e estanheiras, habitualmente pintadas de cores garridas.Para entrar no quarto, há que desviar uma cortina, nesta divisão destaca-se a cama de ferro, cujo colchão é cheio com palha de arroz, sendo os lençóis devidamente ornamentados com bordados a ponto de cruz.
Finalmente nesta divisão é visível o pequeno berço, se porventura o casal tivesse mais que um filho, o que era muito usual, estes tinham que dormir numa esteira que era estendida junto ao canto.
O último anexo, que constitui este núcleo museológico é o quintal onde uma parreira preguiçosa cresce, e onde se encontra o forno de cozer o pão, com todos os seus utensílios.


















