16/03/11

Visita aos núcleos museológicos da Glória


Este ano comemora-se o centenário de nascimento do Alves Redol.
No próximo dominigo 20 de Março,a Cooperativa Alves Redol e vários associados vêm visitar a Glória do Ribatejo e prestar homenagem a este escritor que perpetuou o nome e a história da Glória com o seu livro "Glória uma aldeia do Ribatejo".

20/12/10

Boas Festas




Boas Festas a todos aqueles que por aqui passam.
Em 2011 o blog será retomado com novas informações sobre a Glória do Ribatejo.
Roberto Caneira

23/09/10

Égua da Ti Jacinta Constâncio





Égua da Ti Jacinta Constâncio, o animal era do seu pai Ti Manuel Constâncio

Mula da Ti Maria Jacinta M. Pereira Caneira




Mula da Ti Maria Jacinta M. Pereira Caneira

Mula do Ti António Constâncio (“raiado”)






Mula do Ti António Constâncio (“raiado”)

Mula Ti Armando




Mula de nome CANINA

Égua Ti João da Fonseca




Égua de nome BONECA

Égua Ti Francisco Constâncio (“raiado”)




Égua de nome ESTRELINHA

Cavalo do Ti Zé "da Quinta"



Cavalo de nome FIDALGO

Cavalo do Ti Manuel Constâncio (“raiado”)


Os últimos animais

Na preparação da exposição “As últimas carroças da Glória”, fizemos um levantamento das últimas carroças e respectivos animais. Para além do registo fotográfico, realizou também um vídeo dos animais e donos em diferentes tarefas agrícolas.
Estamos a assistir a um fim de um ciclo, os registos obtidos são um testemunho único para as gerações futuras terem a noção do que era um veiculo de tracção animal e quais as tarefas que desempenhavam.
Os últimos animais são:
1 - Cavalo do Ti Manuel Constâncio (“raiado”)
2 – Égua de nome Estrelinha do Ti Francisco Constâncio (“raiado”)
3 – Cavalo de nome Fidalgo do Ti Zé “da Quinta”
4 – Égua de nome Boneca do Ti João da Fonseca
5 – Mula de nome canina do Ti Armando
6 – Mula do Ti António Constâncio (“raiado”)
7 – Mula da Ti Maria Jacinta M. Pereira Caneira
8 – Égua da Ti Jacinta Constâncio, o animal era do seu pai Ti Manuel Constâncio

15/09/10

Carroças - Exposição II




Carroças - Exposição






Mais algumas carroças:

Inauguração da Exposição






No passado dia 21 de Agosto, foi inaugurado a exposição “As últimas carroças da Glória”, aqui ficam alguns registos.

Recolha de carroças - Exposição





A Exposição “as últimas carroças da Glória”, para além das habituais recolhas de fotografias e objectos relacionados com o tema, este ano a Associação para Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória, procedeu também a recolha de 21 carroças, sendo que 5 delas ainda estavam em actividade.
As carroças foram expostas no terreno do Ti Benjamim (obrigado desde já a todos os herdeiros que concordaram com a cedência), e estava a ser projectado numa parede um vídeo com os proprietários da últimas carroças

15/08/10

Cartaz Exposição 2010



Exposição "As últimas carroças da Glória" - inauguração dia 21 de Agosto, pelas 17h no Museu Etnográfico

07/08/10

As últimas carroças - registos fotográficos

Ti Manel "Raiado"
Carroça do Ti Manel "Raiado"

Ti Zé "da Vala"


Ti Zé "borrego" e Ti Maria "Ralheta" com seus netos


Mais registos fotográficos recolhidos sobre as carroças na Glória do Ribatejo

Exposição "As últimas carroças" - recolhas

A Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo, encontra-se a preparar a sua exposição temático.
Ficam alguns registos fotográficos recolhidos junto da comunidade local.






Ti Chico "Raiado"

Carroça do Ti "Cachoeiras"
Ti "Cachoeiras" e seu neto

Ti Alexandre "Rito"

21/06/10

Exposição "As últimas carroças da Glória"

“As últimas carroças da Glória do Ribatejo”
A agricultura e a pastorícia foram no passado as duas grandes formas de subsistência da Glória do Ribatejo. Em finais do séc. XIX inícios do séc. XX, efectuaram-se os aforamentos organizados pela Junta de Paróquia de Muge, e nos quais muitos glorianos adquiriram parcelas de terrenos, conseguindo desta forma terra para desenvolverem uma pequena agricultura de subsistência, essencial para a sobrevivência do seu dia-a-dia.
Numa sociedade profundamente rural, onde a mecanização ainda não tinha chegado aos campos, os trabalhos agrícolas eram realizados pela força animal. Os cingeleiros, assim designados por possuírem uma junta de bois e o respectivo carro, que os auxiliava não só na lavoura da terra, mas também no transporte de mercadorias. Há relatos de cingeleiros glorianos que iam buscar cortiça ao Alentejo, e que depois a descarregava no Cais da Vala de Salvaterra de Magos e daqui seguiam em varinos ou botes até à fábrica da Mundet no Seixal.
Em meados da década de ’80, com o acentuado desaparecimento dos cingeleiros e dos seus carros de bois, continuava-se a praticar uma agricultura exercida pela força animal: muares e asininos ajudavam nos mais diversos trabalhos agrícolas.
Num espaço temporal não muito distante, encontrávamos sistematicamente inúmeras carroças em direcção ao “foro” (deturpação do termo aforamento), hoje em dia já não é assim muito usual ver ou encontrar na charneca da Glória do Ribatejo carroças.
A Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo, ciente da perda deste património, decidiu fazer a sua exposição anual temática dedicada precisamente às últimas carroças que ainda hoje estão em actividade na Glória do Ribatejo.
Rodando pacientemente pelos campos, os animais pareciam conhecer de cor o caminho para levar os seus donos às fazendas. Chegados ao local, seguia-se o ritual de desengatar o animal e deixa-lo “espojar” ou seja deixar o animal rebolar no chão, descarregava-se a carroça, preparava-se a charrua e iniciava-se a lavra ou gradar da terra.
Os animais eram guardados num palheiro, a sua frente estava a manjedoura, por parte dos donos dos animais havia sempre um especial cuidado com o animal, alguns eram baptizados de Gabriela ou Tiéta (influência das telenovelas brasileiras). A partir de Março, começavam a chegar alguns ciganos à Glória do Ribatejo, que tosquiavam os animais. Outro cuidado a ter era com os cascos dos bichos, o Ti Joaquim “Ferrador” tratava desta função, colocando novas ferraduras.
Há prodigiosas histórias envolvendo os animais e os seus proprietários, como era o caso dos animais que vinham sozinhos a puxar a carroça até casa, porque o seu dono estava alegremente alterado pelo consumo do vinho e dormia na carroça, contudo o animal sabia da sua função e pachorrentamente seguia o seu caminho sem indicações do seu dono até chegar a casa, ou aquela história de animais pararem em frente às tabernas sem que o seu dono fizesse alguma indicação, pois já era uma praxe interiorizado pelo animais, há alias animais que conheciam todas as tabernas porque paravam em todas.
Recordemos também com saudade as célebres verdascadas com um “fueiro” do Ti Zé da Vala ao seu burro, sempre que este não queria andar, ou ainda o Ti Silvestre “Quarta-Feira” e o seu burro de nome “Jorge”, que acompanhou um sem número de desfiles de carnaval.
Perdida a funcionalidade da carroça em detrimento do tractor que surge timidamente em meados década de 80, e que se afirma pujantemente na década de 90 e no inicio do século. Com o desaparecimento destes veículos de tracção animal, extinguem-se também vocábulos próprios e expressões, como por exemplo: - pôr o cabresto e engatar á carroça; - dar água ao animal, não te esqueças de assobiar para que ela bebe a água toda - espojar o animal; - pró rêgo macho, atão não querem lá ver o bicho….
Um dia os animais vencidos pela idade, são fechados no palheiro à espera que chegue uma camioneta que o leva, segundo se dizia era para dar de comer aos animais do Jardim Zoológico, este era um dia difícil de esconder sentimentos…
O palheiro abandonado dá lugar a um espaço para arrumos, e a carroça debaixo de algum telheiro apodrece lentamente corroída pelas amarguras do tempo.
A exposição “As últimas carroças da Glória do Ribatejo”, pretende assegurar às gerações futuras (que certamente não deverá conhecer nos campos uma carroça) um acervo documental composto por objectos, videos fotografias e “histórias de vida” (testemunhos próprios), por forma a conhecer esta vertente histórica e antropológica da Glória do Ribatejo, pois vivemos numa época em que a sociedade se torna cada vez mais global, quer nos aspectos culturais, económicos, sociais e até mesmo políticos, por isso torna-se premente que a nossa identidade cultural não se perca.

14/06/10

Exposição "As últimas carroças da Glória do Ribatejo"



A Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural da Glória do Ribatejo (ADPEC), encontra-se a trabalhar na preparação da sua exposição anual.
O tema este ano é dedicado às últimas carroças da Glória do Ribatejo, actualmente existem cerca de 8 a 9 carroças.
Esta exposição tem como objectivos dar a conhecer este veículo de tracção animal e todo um conjunto de aspectos etnográficos e antropológicos associados ao uso das carroças.
A ADPEC solicita a colaboração de todos com a cedência de objectos ou fotografias associados a este tema. Enviar colaboração para: agloriadomundo@sapo.pt ou robertocaneira@hotmail.com