31/12/05

BOM ANO DE 2006

Ano velho vida nova!
2005 chegou ao fim, 2006 está aí a entrar.
A todos que passam por este espaço, desejamos um EXCELENTE 2006.
R.C.

29/12/05

Francisco já nasceu!



Francisco já conhece o mundo.
Nasceu no dia 26 de Dezembro, pelas 15h 20m, pesa 3,380 e mede 49cm.
Bem vindo ao mundo meu filho.
Roberto Caneira

23/12/05

O NATAL NA GLÓRIA DO RIBATEJO

O Natal da Glória do Ribatejo, era festejado no dia 26 de Dezembro!
A explicação sobre a comemoração do Natal no dia 26, é simples de explicar. Como não havia um sacerdote na aldeia, a missa só podia ser dita no dia 26, por um padre de Muge.
O povo habituou-se a este ritual e manteve este preceito antigo, do seu dia de Natal a 26 de Dezembro.
Esta tradição terminou sensivelmente há cerca de 30 anos, com as melhorias da vias de comunicação e dos transportes, permitiu que os sacerdotes realizassem a missa de natal no dia 25 de Dezembro.

18/12/05

Até sempre Ti Inácio


O Ti Inácio "Borrego" deixou-nos!
Exímio contador de histórias, recordava-nos as suas memórias da Glória do Ribatejo.
As suas narrativas sobre o passado da Glória, deixavam-me apreensivo e maravilhado.
Recordava-me os ganhos ruins, quando não havia trabalho, quando trabalhava de sol a sol, esse malandro que não queria deixar o dia, as memórias de uma aldeia que nada tinha em que todos eram pobres mas que se entreajudavam nos momentos mais decisivos.
Ti Inácio Borrego despediu-se da vida com 86 anos, esta é a minha singela homenagem a um Homem que recorda com eterna saudade.
Até sempre amigo.

16/12/05

Mulheres a lavarem no Ribeiro II

Mulheres a lavarem no Ribeiro


Até há cerca de 15/20 anos, esta era uma imagem presente no quotidiano da Glória do Ribatejo.
As mulheres deslocavam-se para o ribeiro onde aí lavavam a roupa e aproveitavam para por a conversa em dia.

15/12/05

DIAS DE FESTA


A festa em Honra de Nossa Senhora da Glória realizam-se no penúltimo fim de semana de Agosto.
No decorrer dos 4 dias de festejo, a mulher gloriana mais idosa, apruma-se com o seu melhor fato de festa, o lenço na cabeça, a saia e a blusa a que chamam “casaco” fazem parte desta indumentária tão peculiar.

10/12/05

Bordados a ponto de Cruz II


Pormenor de um avental bordado a ponto de cruz.
É visivel "um pinto", que é uma cruz de cristo, que segundo as mulheres mais idosas foi retirado de uma moeda antiga, a que chamavam de pinto.

Bordados a ponto de cruz

Os bordados a ponto de cruz são o "ex-libris" da cultura da Glória do Ribatejo.
É aqui que se manifesta o espírito criativo da mulher e a sua sensibilidade ao belo. Em tudo a gloriana põe um toque de arte, desde as cortinas “artisticamente” bordadas com que decora a casa até às peças de vestuário.
É ela que, nos momentos livres da sua vida de canseiras, confecciona tudo.
Uma outra utilidade em que o bordados a ponto de cruz estavão presente, era o ritual do namoro, quando começavam a namorar a rapariga tinha por hábito oferecer ao rapaz um lenço de namorado, onde estavam presente vários motivos decorativos e as iniciais dos seus nomes, o rapaz por sua oferecia-lhe uma navalha, esta oferta representa o pão que se há-de cortar em comum no lar que ambos sonham.

09/12/05

A CAMINHO DA CHARNECA II


Engatar a mula à carroça, partir para a charneca, continua a ser uma imagem de uma ruralidade, que por enquanto vai sobrivivendo às vicissitudes dos tempos modernos

05/12/05

A APANHA DE TRABALHO NA PRAÇA



“Os capatazes, previamente designados pelos patrões, convidam homens e mulheres para os diversos serviços. Se o ganho for bom, aceitam. Por vezes o dinheiro que oferecem não é muito. Mas desanimados com as suas sementeiras que não prometem render, resignam-se e partem para o trabalho.
Uma vez contratados, o capataz chega a uma taberna e pede uma molhadura, isto é, meio litro de vinho para cada homem. Se algum não pode ou não que beber vinho, bebe uma cerveja, pagando o que for a mais. As mulheres recebem uma meada de linhas. Aceite a molhadura, o homem ou a mulher já não pode abandonar o patrão que os contratou. Se o fizer está sujeito a pagar uma multa ou a processo de tribunal”
In Idalina Serrão Garcia, O falar da Glória do Ribatejo